Quando falamos de ciência, o tamanho da amostra importa. Por isso o estudo liderado pelo professor Ray Merrill, da Brigham Young University, em parceria com a HERO, é tão impactante. Foram analisados 19.803 funcionários de três grandes corporações, criando um mapa detalhado de como os hábitos de vida afetam a entrega no trabalho.
Os dados são diretos: funcionários com dietas não saudáveis têm 66% mais probabilidade de relatar perda de produtividade em comparação com quem se alimenta bem. Quando a análise foi refinada para quem raramente consome frutas, vegetais e alimentos com baixo teor de gordura, o risco saltou para 93%.
A alimentação foi identificada como o fator de risco mais modificável. Diferente de fatores genéticos ou condições crônicas complexas, o que uma pessoa come no almoço pode ser alterado imediatamente. Se uma equipe de 100 pessoas tem dieta pobre, a empresa opera como se tivesse apenas 60 ou 70 pessoas produzindo em plena capacidade.
O estudo reforça que nutrição não é detalhe estético ou de estilo de vida, mas componente crítico da performance humana. Garantir acesso a frutas e vegetais não é um mimo: é estratégia de proteção do output da empresa.
