Muitas empresas focam seus programas de saúde em perda de peso e redução de IMC. Um estudo da University of Cambridge, publicado no Public Health Nutrition, sugere que estamos olhando para o indicador errado: a qualidade da dieta está associada ao absenteísmo de forma independente do peso corporal.
Isso significa que um funcionário com peso considerado ideal, mas que se alimenta de ultraprocessados e gorduras ruins, tem mais chances de faltar ao trabalho por motivos de saúde do que um funcionário acima do peso com dieta rica em nutrientes e alimentos reais. A qualidade do combustível que entra nas células é um preditor de presença mais confiável que o número na balança.
O conceito de associação independente é fundamental. Ele prova que a nutrição atua diretamente no sistema imunológico e na resiliência biológica. Programas de bem-estar que focam apenas em emagrecimento podem falhar em reduzir o absenteísmo se não melhorarem a densidade nutricional do que é servido no refeitório.
A implicação para o RH é clara: o investimento deve ser na oferta de comida de verdade. Ao garantir alimentação de alta qualidade, a empresa protege todos os funcionários e reduz a probabilidade de doenças sazonais e crônicas que geram atestados médicos.
