Em 2025, a revista Frontiers in Public Health publicou uma revisão que se tornou o manifesto definitivo para o business case da nutrição. Ao analisar 33 programas de nutrição corporativa, os pesquisadores consolidaram um padrão consistente: o investimento em alimentação não deve ser visto como benefício extra, mas como estratégia de negócio central.
A revisão mostrou que 8 dos 33 estudos focaram especificamente em custos de saúde, e a maioria encontrou reduções significativas de sinistralidade. Mais importante: reforçou que o presenteísmo custa de 2 a 3 vezes mais que o absenteísmo. O funcionário que 'arrasta o corpo' após um almoço pesado e nutricionalmente pobre é o maior dreno financeiro da empresa moderna.
Outro achado crucial: programas abrangentes — que unem oferta de comida saudável com educação e mudanças no ambiente — produzem resultados muito superiores a ações isoladas. A nutrição estratégica atua na retenção de talentos e na marca empregadora, mas seu maior trunfo é manter o capital intelectual em capacidade máxima.
Tratar a alimentação como estratégia significa integrá-la ao planejamento financeiro. Quando a diretoria entende que a qualidade da refeição impacta o EBITDA, a nutrição deixa de ser conversa de bem-estar e passa a ser conversa de performance.
