Jornal Gaúcha
06 · Gestão

Nutrição corporativa é estratégia, não benefício: a revisão de 2025

A revisão consolidou o business case da nutrição no trabalho e reforçou: o presenteísmo custa de 2 a 3 vezes mais que o absenteísmo.

Frontiers in Public Health · 33 programas analisados3 min de leitura

Em 2025, a revista Frontiers in Public Health publicou uma revisão que se tornou o manifesto definitivo para o business case da nutrição. Ao analisar 33 programas de nutrição corporativa, os pesquisadores consolidaram um padrão consistente: o investimento em alimentação não deve ser visto como benefício extra, mas como estratégia de negócio central.

A revisão mostrou que 8 dos 33 estudos focaram especificamente em custos de saúde, e a maioria encontrou reduções significativas de sinistralidade. Mais importante: reforçou que o presenteísmo custa de 2 a 3 vezes mais que o absenteísmo. O funcionário que 'arrasta o corpo' após um almoço pesado e nutricionalmente pobre é o maior dreno financeiro da empresa moderna.

Outro achado crucial: programas abrangentes — que unem oferta de comida saudável com educação e mudanças no ambiente — produzem resultados muito superiores a ações isoladas. A nutrição estratégica atua na retenção de talentos e na marca empregadora, mas seu maior trunfo é manter o capital intelectual em capacidade máxima.

Tratar a alimentação como estratégia significa integrá-la ao planejamento financeiro. Quando a diretoria entende que a qualidade da refeição impacta o EBITDA, a nutrição deixa de ser conversa de bem-estar e passa a ser conversa de performance.

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