A Food and Agriculture Organization (FAO), da ONU, defende há décadas uma tese que o mundo corporativo só agora começa a abraçar: a nutrição é um fator de produção. No documento 'Nutrition and Working Efficiency', a FAO argumenta que a comida deve ser vista com o mesmo rigor técnico que o combustível de uma máquina ou a energia de um servidor.
A relação entre alimentação e produtividade não é linear, e sim de limiar. O corpo tolera pequenas variações, mas ao cruzar certo limite de deficiência de nutrientes — como ferro, vitaminas do complexo B ou proteínas — a capacidade cognitiva e física despenca de forma desproporcional. Um funcionário levemente desnutrido pode estar produzindo de 10% a 20% abaixo de sua capacidade real.
A boa notícia é que esquemas de alimentação empresarial corrigem essas deficiências rapidamente. Diferente de um treinamento técnico que leva meses para ser absorvido, a melhora nutricional reflete na biologia do trabalhador em questão de semanas.
Para a FAO, investir na alimentação do trabalhador é a forma mais básica e eficaz de garantir eficiência econômica. Sem suporte biológico adequado, nenhum software ou metodologia de gestão extrai o potencial máximo da equipe.
