Em 2026, uma das revisões sistemáticas mais abrangentes da história da nutrição ocupacional foi publicada no Journal of Human Nutrition and Dietetics. Os pesquisadores Georgia Rogerson, M. Clinton, Megan Whelan e Rachel Gibson triaram 29.418 artigos científicos para selecionar os 168 estudos mais rigorosos publicados entre 1990 e 2023.
O resultado é um veredito financeiro: dos estudos que mediram ROI, 89,3% mostraram resultado positivo. A amplitude do retorno foi surpreendente, variando de recuperação moderada até casos em que cada real investido retornou R$ 15,60. A revisão também trouxe uma distinção fundamental: a diferença entre absenteísmo (faltar) e presenteísmo (estar presente, mas não produzir).
Embora o absenteísmo tenha sido foco de 87 estudos, 75,9% deles não mostraram redução estatisticamente significativa. Por outro lado, custos de saúde melhoraram em 41,5% dos casos. A grande descoberta é que a nutrição ataca o presenteísmo — o inimigo invisível que custa muito mais caro que as faltas.
Apesar de 76% dos estudos serem norte-americanos, a consistência dos dados permite aplicação global. A revisão sistemática — topo da pirâmide de evidência científica — deixa claro que a nutrição é um dos poucos investimentos em RH com taxa de sucesso próxima de 90% em termos de lucratividade.
